Durante toda a minha vida como atleta sempre ouvi a frase: ‘Ah, você nada? Poxa, que legal. Nunca consegui fazer aquela virada na parede’. De fato, aprender a chamada ‘virada olímpica’ – utilizada tanto no nado livre, como no costas – com eficiência e técnica não é fácil para a maioria das pessoas que estão dando as suas primeiras braçadas. Por isso, o post de hoje é dedicado exclusivamente para explicar alguns ‘macetes’ de um dos mais difíceis fundamentos da natação.

Essencial para dar ritmo e impulsionar o nado, a virada olímpica é um movimento feito na aproximação da borda de uma piscina. Para executar o fundamento, o nadador deve fazer uma cambalhota, submersa na água e sem respirar, terminando o ciclo com o nado submerso antes de iniciar as braçadas dos estilos crawl ou costas.

Quando realizada de forma correta, a virada otimiza o tempo do atleta (além de facilitar muito os treinamentos). Vamos conferir um passo a passo?

  • Aproximação da parede 
montagem 2

Imagem: reprodução

Se aproxime da borda da piscina sem diminuir a velocidade do nado. Finalize a última braçada deixando o braço no prolongamento do corpo.

  • Giro 
virada montagem 1

Imagem: reprodução

Faça a cambalhota para frente e levemente para o lado, com as mãos direcionadas para o lado oposto da parede.

  • Impulso 

Imagem: reprodução

Quando os seus pés tocarem na parede, flexione os joelhos para um impulso eficaz.

Assista um vídeo com um tutorial:

Atenção! Coloque as dicas em prática dentro d’água para melhorar a sua virada. Veja o que não se deve fazer em sua execução:

  • Dar meia braçada antes da virada junto com a respiração e impulso com pernas pouco flexionadas ou com pés muito para baixo ou para cima;
  • Na hora do impulso fora do prolongamento do antebraço, deixar os braços soltos na hora do giro e cabeça muito alta;
  • Uma virada muito próxima ou muito afastada da borda.

Bom treino!

treino natação

Pratique a sua virada até chegar nesse nível de cansaço 😉 (Imagem: Divulgação)