Não sei se você já passou por isso, mas eu passei (e ainda estou passando) por esse dilema. Por que diabos eu ainda não voltei a nadar? Aliás, porque mesmo eu parei de nadar?

Eu fiz uma lista de alguns pontos e refleti bastante sobre como eu me sentia dentro da piscina e agora que estou longe dela há mais de um ano. Minha esperança é que essa lista te ajude a tomar a mesma decisão que eu tomei nessa semana.

Por que eu parei de nadar?

Eu me formei e me afastei da minha última equipe
Fato, minha última “equipe” foi a equipe da faculdade e depois de formado eu acabei me afastando aos poucos deles e nunca me enturmei em nenhuma equipe de master com as quais treinei algumas vezes depois. Pra mim nadar com um grupo legal sempre foi algo motivador e essa foi uma das razões principais para eu ter me afastado da piscina.

Eu vendi meu carro e morava longe da piscina
Depois que eu saí da casa dos meus pais eu acabei mudando pra um bairro mais distante e vendendo meu carro, claro que seria possível pegar um metro, uma carona, um uber… mas enfim, essa foi mais uma barreira física que me afastou da piscina.

Eu estava muito cansado para ir treinar
É impressionante o quanto a nossa rotina de trabalho começa a afetar nossa vida pessoal, eu constantemente ficava um pouquinho a mais no trabalho pra finalizar um projeto ou pra esperar o transito baixar e chegava em casa cansado, pensando que ainda tinha que cozinhar algo pra comer e ir treinar me parecia mais um esforço desnecessário que iria me cansar mais.

Voltar vai ser difícil e doloroso
Se você já treina há algum tempo, sabe como eram dolorosas as voltas a temporada depois de algumas semanas parado. A sensação de que todo aquele treino duro foi perdido e que você voltou a estaca zero são esmagadores e só de pensar nisso eu já ficava com preguiça de tentar pular na água.

Resumindo, eu criei uma barreira mental para não ir treinar, pensando que seria algo chato sem meus colegas e também que eu acabaria ficando mais cansado ou me estressando mais no dia a dia pra me locomover até a piscina. Fora o receio de cair na água e não conseguir nadar nem 100 metros direito…

Por que eu deveria voltar?

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Olha aí quando eu “voltei a nadar” em 2013…

Eu me sinto bem quando eu nado
Sim, já li um monte sobre o esporte liberar endorfinas e tal. Só quem pratica algum esporte já sentiu na pele aquela sensação de missão cumprida e de satisfação inexplicável, de saber que você se superou e que conquistou algo. Bom, eu me lembro claramente dessa sensação após alguns treinos e era algo incrível.

Eu controlo melhor meu peso
Eu não consigo maneirar no que como, sério, não dá pra resistir a um bolinho de vez em quando. A natação foi o que sempre me manteve na linha, me ajudando a queimar as calorias extras e até mesmo me forçando a maneirar antes de treinos ou pra melhorar minha performance. Minha saúde agradece e minha barriga chora.

Eu fico menos estressado
Sabe aquele ponto de eu estar muito cansado? Não sei como eu caí nessa, sempre que eu termino um treino eu esqueço de todos os meus problemas e me canso fisicamente, mas mentalmente eu saio da água novo e com a cabeça mais arejada pra resolver tudo que eu preciso com bem menos stress. Eu acredito que tem algo bem acolhedor e terapêutico na água e em estar em uma piscina submerso, isso me ajuda a recarregar a bateria.

Eu conheço novas pessoas
Treinar sozinho exige disciplina, mas a natação nunca foi um esporte individual. Eu me mudei pra outro país e agora vejo no esporte uma oportunidade de conhecer novas pessoas que também compartilham meu gosto pela natação e que quem sabe podem se tornar novos companheiros de equipe e amigos nesse país (Ah! Eu moro no Panamá faz um mês).

Resumindo, eu ganho muito mais voltando a nadar. E para aquelas barreiras mentais que eu tenho, só uma coisa pode me ajudar a superar isso, essa coisa é cair logo numa piscina e esquecer de vez as razões por eu ter parado e aproveitar logo as vantagens de nadar.

Por isso essa semana eu já tenho marcada uma hora de treino em uma academia perto do trabalho pra fazer uma avaliação e voltar a praticar. Me desejem sorte.
Nos próximos posts conto um pouquinho mais sobre a minha experiência de voltar a nadar e também sobre como foi praticar natação fora do país.