E, mesmo após anunciar oficialmente sua aposentadoria, o nadador norte-americano Michael Phelps sempre tem uma surpresa de gaveta para surpreender àqueles que o admiram e que acompanharam sua gloriosa carreira nas piscinas. Será que seria muito ousado de minha parte dizer que, além do maior nadador dos últimos tempos, ele também dispõe do título da melhor virada olímpica da história do esporte?

Se for exagero (ou não), o fato é que Michael Phelps domina esta arte como nenhum outro atleta. Na Rio 2016, o atleta realizou uma virada que foi definida pelo seu técnico como a “melhor virada já feita”.

Nos 4×100 livre, Phelps foi o segundo nadador a cair na água pela equipe norte-americana com dois centésimos de segundo de desvantagem em relação à França, que ganhava a série. O francês Fabian Gilot aumentou a distância nos primeiros 50m: 22,42s ante 22,53s do norte-americano. Até que os dois chegaram à parede. Ali, o norte-americano ricocheteou na borda e quando subiu à superfície, já estava quase um metro à frente do francês. E não deu outra: ouro para os Estados Unidos.

Qual é o segredo de Michael Phelps na virada? A força é projetada a golpes da cintura, por meio dos quadríceps até a ponta dos pés com uma eficiência jamais vista no esporte. Em vez de empurrar a parede da piscina em um ângulo para a superfície, Phelps ondula para baixo e mais fundo, fazendo a manobra de um rápido golfinho e disparando para a superfície bem adiante, se comparado com os demais nadadores. Louco, né?

Abaixo um vídeo que explica a técnica: