Na última semana falamos bastante sobre o nado de costas, a importância do rolamento, e como nadar este estilo perfeitamente. Muitas pessoas não se sentem muito confortáveis nadando costas por não conseguirem enxergar o que estão fazendo, exigindo uma sensibilidade e noção de espaço extra do nadador. Mas não se preocupe, nós estamos aqui para tentar te ajudar!

Assim como tudo na vida, para atingir a – quase – perfeição precisamos começar pelos elementos básicos que, no caso da natação envolvem a flutuação, respiração, posição na água e a coordenação. Conversamos com três especialistas no nado de costas que nos deram algumas dicas de educativos que acreditam serem essenciais para nadar de forma eficiente e rápida.

A primeira dica vem do nadador brasileiro Guilherme Guido, de 30 anos, figurinha carimbada na Seleção Brasileira absoluta desde 2004. O currículo é extenso, são 99 participações em campeonatos internacionais, 17 medalhas de ouro, 11 de prata e 13 de bronze. Detentor de dois recordes sul-americanos, Guido realmente é o melhor nadador da América do Sul na atualidade. Nada melhor então que aprender com o rei:

Ju

“Optei por um educativo que uso bastante e ajuda muito na rotação do quadril e ombro. Pontuo também que quando forem fazer a rotação de um lado para outro não deixar o quadril cair.”

Quem o vê fora das piscinas não imagina que ele é um nadador, mas, dentro d’água, Fábio Santi é um gigante. Com 34 participações e 6 medalhas em competições internacionais, Fabinho é destaque dos Campeonatos Brasileiros Absolutos desde 2010 nas provas de 100 e 200 metros costas.

“O educativo que eu escolhi foi o “Pegada Dois Tempos”. Você faz a primeira pegada em cima, quebrando o cotovelo, conta ‘1, 2’ e faz uma finalização rápida e forte. Fiz esse educativo com o pé de pato para manter o corpo alinhado e em cima d’água.”

Vitor Guaraldo, de 21 anos, é uma das novas caras do nado de costas no Brasil. Mesmo com a pouca idade, Vitor teve resultados expressivos internacionalmente. Foi finalista nos 100 metros costas no Mundial Júnior de Natação em Dubai (2013), e terminou em sétimo lugar nos 50 metros costas nos Jogos Mundiais da Juventude em Nanquim (2014). Desde então, Vitor vem conquistando o seu espaço no cenário brasileiro absoluto e é uma das grandes promessas para Tóquio 2020.

“Gosto desse educativo porque além de conseguir manter a direção e técnica na braçada inteira, eu tenho que fazer muita força no core para manter o corpo em cima da água, e consigo fazer uma rotação boa do tronco também.”

O meu currículo não é tão extenso quanto o deles, mas vou deixar aqui a minha sugestão como nadadora de costas de longa data. Um educativo que eu gosto muito de fazer é o “Bate-Volta”, sempre tive uma certa dificuldade em acertar o ponto e a velocidade da rotação, e acho que ele ajuda bastante por me forçar a girar o quadril no momento em que a minha mão toca a água.

Assim como o Fabinho, prefiro usar o pé de pato quando faço educativos, mas é preciso tomar cuidado para não ficar mal acostumado e usar o equipamento como “muleta” para manter uma boa posição na água.

Quando fizer educativos, preste atenção para não cair na rotina. Temos tendência a escolher sempre os mesmos; aqueles que não dão tanto trabalho, que não nos fazem pensar tanto, ou que não exigem tanto da nossa força e concentração. Procure sempre novos educativos, a internet está aí ao seu dispor (e nós também, rsrs). Converse com outros nadadores, técnicos, troque conhecimentos e treine. Treine, treine e treine!

E aí, gostou das nossas dicas? Se você tem um educativo que gosta de fazer e não foi mostrado aqui, compartilhe o seu vídeo conosco!

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