Há quem goste do verão e também tem aqueles que não veem a hora do inverno voltar. No entanto, independente da temperatura externa, os cuidados com a pele para quem treina em piscinas descobertas deve ser sempre redobrado.

Nossa maior fonte de vitamina D é o sol, mas infelizmente há pouca orientação acerca dos cuidados com a saúde na hora da exposição solar. Pensando nisto, o Raia Oito entrevistou a dermatologista Isabel Garita para dicas de cuidados com a pele antes e depois de treinar em uma piscina descoberta.

De acordo com a especialista, com o aquecimento global e a incidência cada vez maior de raios solares, recomenda-se evitar o treino em piscinas abertas entre os horários das 10h às 16h.

“Caso não for possível e a exposição for muito prolongada, pense na possibilidade de usar roupas de banho que cubram as áreas da pele mais expostas, como maiôs com mangas longa”, aconselha. “Também use filtro solar com fator de proteção 30 (ou mais) que defenda a pele dos malefícios dos raios ultravioletas UVB. Existem boas opções no mercado farmacêutico para nadadores e em casas que vendem EPIs (Equipamentos de Proteção Individual)”, completa.

Para depois da prática da natação, Garita sugere retirar o excesso do cloro com um banho rápido e morno, usando sabonetes neutros ou com substâncias hidrantes. “Habitue-se a um, ou no máximo, dois banhos por dia. Sempre seguidos da aplicação de hidrantes, preferencialmente sem perfume”, fala.

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Consequências para a saúde

O excesso de exposição solar a curto prazo pode causar queimaduras, ressecamento, alergias, coceira, manchas escuras e piora da acne. A longo prazo pode danificar a derme, que dá sustentação à pele, causando envelhecimento com rugas precoces e flacidez.

“A lesão crônica do sol pode causar ainda as manchas senis, equimoses solares (pele frágil causada nos capilares sanguíneos) e foto alergias (reações alérgicas a substâncias tópicas ou sistemáticas)”, aponta a especialista.

Atenção para o aparecimento de lesões malignas, como o câncer de pele. “Ele pode se apresentar como feridas que não saram ou se ferem facilmente com a toalha”, explica Garita. “São casquinhas milimétricas que aparecem espontaneamente em áreas expostas”, completa.

Novas pintas que apareçam ou antigas que cresçam, mudem seu aspecto ou escureçam devem ser examinadas por um dermatologista.

Previna-se e boas braçadas!