A depressão atinge milhões de pessoas no mundo. De acordo com um estudo de 2015 da Organização Mundial da Saúde, cerca de 4% da população mundial é afetada pela doença. Por se tratar de uma condição médica, remédios são necessários para controlá-la.

No entanto, um estudo recente publicado no British Medical Journal mostra um aliado no tratamento: nadar em água gelada.

Depressão tratada com natação: um caso real

Um dos autores do estudo foi o médico Chris van Tulleken. Sua pesquisa serviu de inspiração para um episódio da série do canal de TV britânico BBC One “The Doctor Who Gave Up Drugs” (“O médico que abriu mão dos remédios”, em tradução livre).

O programa mostra uma história real de uma paciente. Na época, Sarah era uma mãe recente de 24 anos de idade que procurou o doutor van Tulleken com o objetivo de diminuir os sintomas da depressão, junto com uma redução nos medicamentos.

Paciente e médico em foto subaquática
Clique na imagem para assistir ao vídeo! (Imagem: Reprodução/BBC One)

Com a supervisão de van Tulleken, que é um nadador de águas geladas, Sarah começou a natação. A temperatura dos lagos chegava a 15ºC!

Depois de quatro meses de tratamento no esporte, Sarah relatou que não tinha mais sintomas da depressão. Como resultado, ela havia parado de tomar remédios.

No entanto, apesar do resultado do estudo, toda a substituição da medicação pelo esporte foi feita sob supervisão médica. Jamais mude a forma como toma seus remédios sem orientação!

Como a água gelada ajuda na depressão

“Uma teoria é que, se você se adaptar à água fria, é capaz de atenuar a resposta do corpo ao estresse de outras situações cotidianas, como a raiva causada pelo trânsito, provas ou ser demitido no trabalho”, disse van Tulleken ao jornal britânico The Guardian.

Essa ideia vem de um conceito de adaptação transversal (em tradução livre de “cross-adaptation”). De acordo com ele, a perda temporária da sensibilidade a um tipo de estímulo e a exposição a outro, completamente diferente, ajuda o corpo a ficar mais forte.

Entretanto, até que outros estudos sejam feitos, ainda não está claro por que exatamente a natação em água fria parece combater a depressão. Também não se sabe ainda se os efeitos obtidos pela adaptação às baixas temperaturas podem durar a longo prazo.

Texto adaptado do site Big Think.