O post de hoje é dedicado a você que é mãe ou pai de um nadador ou de qualquer criança que pratique um esporte. 

No início da carreira do atleta, os pais são os maiores apoiadores e incentivadores, participam em quase todas as etapas do processo. Seja levando aos treinos, acordando cedo, acompanhando nas competições, torcendo, vibrando, dando colo, bancando os materiais e as viagens de campeonato. E, justamente por estarem tão envolvidos, eles acabam assumindo o posto de diversos personagens: se tornam psicólogos, preparadores, treinadores e nutricionistas. Porém, muitas vezes, os pais se esquecem do seu real papel e acabam se tornando os maiores inimigos dos seus filhos. 

Parece loucura, mas isso é mais comum do que se imagina e ocorre, em sua maioria, de maneira inconsciente. Mesmo que a intenção seja positiva, algumas de atitudes tomadas pelos pais causa um efeito contrário e acabam desmotivando o atleta ao invés de empurrá-los para frente, deixando-o inseguro e frustrado e levando uns a abandonarem o esporte precocemente.

Você deve estar se perguntando, mas como isso acontece?

Há vários fatores que podem desencadear esses sentimentos, mas os casos mais comuns são:

  1. Criar expectativas nos filhos
    Muitos pais projetam suas próprias expectativas nos seus filhos – às vezes irreais – sem saber se o atleta também compartilha do mesmo pensamento. 
    Aquela vaga na seleção de categoria ou a medalha de ouro no campeonato: você quer mais que o seu filho? Ele está preparado para isso? 
  2. Broncas e cobrança
    Você já ficou decepcionado ou questionou a sua criança depois de uma prova que não foi  como planejada? Se a resposta for sim, pense que ela mesmo já deve estar chateada com o resultado e se cobrando por não ter nadado como queira. 
    Nessas horas, o melhor que você pode fazer é oferecer o seu apoio. Pode ser um abraço, um colo, uma conversa; qualquer coisa que amenize a frustração que o seu filho está sentindo naquele instante. 
  3. Bancar o treinador
    Isto é algo que acontece com muita frequência no mundo esportivo. Os pais, preocupados com o desempenho dos seus filhos, começam a questionar o trabalho realizado pelos treinadores e passam a dar pitacos sobre treinos, técnica de nado e até a analisar de maneira crítica os resultados obtidos.
    Não faça isso. O técnico está ali por um motivo: fazer com que o seu atleta nade mais eficiente e que seja rápido. Ao ter uma atitude como essa, você não só desmerece o trabalho do profissional como transfere essa insegurança para a criança, abalando a relação entre técnico e atleta que é essencial. 

    Além disso, você sabe o que foi planejado entre seu filho e o treinador? Pois é, entre a sua expectativa e o resultado, existe aquilo que foi combinado entre o atleta e o técnico e isso deve ser respeitado.
  4. Pressão
    – “Poxa filho, você só pegou em quarto?”
    – “Não abaixou tempo dessa vez?”
    – “Você viu como fulano nadou bem?”


    Não, não e não. Evite trazer uma conotação negativa e de insuficiência para o resultado do seu filho. Não cobre tempos ou colocação; ensine-o sobre o valor da dedicação, do empenho, e exija apenas que ele faça o melhor ao cair na água. Comparações são uma péssima e ineficiente tática de incentivo, principalmente com os adversários diretos do atleta. Adote a postura de apoio, pergunte:

    – “Como você se sentiu?
    – O que você acha que aconteceu?
    – O que você acha que pode fazer de diferente?”


    Se o seu filho não te der essa abertura é porque ele provavelmente prefere ficar quieto neste tempo. Cada pessoa reage de maneira diferente; uns ficam bravos, outros choram, uns se retraem e há os que querem conversar e dialogar. Saiba entender e perceber a necessidade da sua criança. 

Os comportamentos acima não te definem como sendo uma mãe ou um pai ruim, são apenas alertas de condutas que podem afetar a felicidade do seu filho e o quão motivado e encorajado ele se sente para encarar os treinos pesados e as competições. 

Lembrem-se! O maior exemplo de apoio que você pode oferecer é a sua torcida incondicional. Vibre quando tiver que vibrar, seja compreensivo com as frustrações do seu filho, ofereça colo nos momentos de tristeza, estenda a mão quando tudo parecer perdido e dê um empurrão quando faltarem forças para recomeçar. Seja um MOTIVADOR!