No domingo passado, Kobe Bryant, uma das maiores lendas do esporte internacional nos deixou após acidente de helicóptero em Calabasas, na Califórnia. Sua filha Gigi, de 13 anos, e mais sete passageiros estavam entre as vítimas.

Kobe não foi nadador, mas representou com maestria, o que é ser atleta. Hoje, queremos prestar aqui, nossa singela homenagem a este jogador que inspirou milhares de fãs ao redor do mundo.

Aos 41 anos, o astro do Los Angeles Lakers, deixou muito mais do que cestas, recordes e MVP’s. Sua dedicação e amor pelo esporte estavam presentes em cada treino realizado, bola buscada e ponto marcado.

Kobe Bryant tira foto com Katie Ledecky e Michael Phelps
Kobe Bryant ao lado de Katie Ledecky e Michael Phelps.

Os números e feitos surreais ficarão registrados na história para sempre. Mas o que fica gravado na memória é a tenacidade; é a capacidade que atletas como Kobe Bryant, Ayrton Senna, Michael Phelps, Katinka Hosszú e Rafael Nadal têm de achar brechas onde elas não existem e acreditar até o último instante.

Esses seres – que realmente parecem vir de outro planeta Terra – são aqueles que nos fazem acordar cedo num domingo, ir dormir de madrugada, ou ficar horas na frente da tevê.

Atletas como Kobe, transcendem a rivalidade e o fanatismo por qualquer time; a eles existe um lugar reservado, um lugar em que o esporte vira magia pura.

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Black Mamba, como era conhecido, era uma daquelas pessoas que contagiava os outros com a sua genialidade. Sua busca pela perfeição incentivava seus amigos a também serem melhores.

O brasileiro Jefferson Sobral, que jogou com ele no LA Lakers, resumiu bem o que é ter um companheiro de time como Kobe.

“Nos treinos, ele sempre chegava antes da hora. Era o primeiro, antes de todo mundo. Ele fazia tudo com muita intensidade. E, por causa disso, obrigava os colegas a fazerem o mesmo. Todo mundo se sentia um pouco pressionado a se esforçar tanto quanto ele. Por isso o time chegou aonde chegou. Ele elevou o nível dos Lakers a um patamar inimaginável,”

Obrigada, Kobe. Descanse em paz.

Querido Basquete,

Desde o momento em que comecei a enrolar as meias do meu pai, arremessando de forma imaginária arremessos da vitória no Great Western Forum, sabia que uma coisa era real: Eu me apaixonei por você.

Um amor tão profundo, que me entreguei por completo. Da minha cabeça e meu corpo ao meu espírito e alma.

Um garoto de seis anos de idade se apaixonou profundamente por você. Nunca vi o fim do túnel. Apenas me vi saindo de um. Então, eu corri. Corri para cima e para baixo em todas as quadras. Atrás de qualquer bola perdida por você. Você me pediu raça, eu dei meu coração, porque veio com muito mais.

Joguei cansado e machucado. Não por causa do desafio, mas porque você pediu. Fiz tudo por você, porque isso é o que se faz quando faz com que se sinta vivo como você fez comigo.

Você realizou o sonho de um menino de seis anos de ser um Laker. E sempre vou te amar por isso. Mas não posso te amar obsessivamente por muito tempo. Esta temporada é tudo que me restou para dar. Meu coração pode manter a batida, minha cabeça pode lidar com a rotina, mas meu corpo sabe que está na hora de dizer adeus.

E tudo bem. Estou pronto para ir. Só quero que você saiba para que nós possamos gravar todos os momentos que vivemos juntos. Os bons e ruins. Nós demos um para o outro tudo que temos.

E nós sabemos, não importa o que farei depois, sempre serei aquele garoto, com aquelas meias enroladas, lata de lixo no canto, cinco segundos no relógio e bola na minha mão, 5 … 4 … 3 … 2 … 1.

Te amo para sempre, Kobe