Apesar de ser uma delícia, o período de polimento sempre acaba se tornando um pouco tenso tanto para os nadadores quanto para os técnicos. E essa época não fica reservada apenas ao que acontece dentro d’água.

Se, para muita gente, existem dúvidas sobre como descansar os atletas na piscina, quando falamos sobre o polimento na preparação física, esse assunto é praticamente um mistério.

Em geral, uma boa forma de tratar os exercícios em terra durante o polimento é bem similar ao que se trabalha dentro d’água. Mas aqui vão erros específicos a serem evitados e que podem ajudar seu planejamento.

1. Introduzir novos exercícios 

Você não faria grandes mudanças no estilo duas ou três semanas antes de uma competição importante, certo? Então você também não deveria mudar muito o que faz na preparação física, introduzindo exercícios totalmente novos no polimento.

“Eu não consigo nem dizer quantas conversas já tive com técnicos que acham que precisam mudar de repente a abordagem que utilizam fora da piscina quando falamos do polimento”, diz Chris Ritter, da RITTER Sports Performance. “E, na verdade, se você está pensando dessa forma, provavelmente é porque o programa de preparação física pode não ter sido tão bom assim ao longo da temporada”, completa.

Os exercícios de força fora d’água não se tornam mais eficazes durante o período de descanso porque você está adicionando novos movimentos. A preparação física é efetiva como uma parte de todo o programa de treinamento, porque a ideia é que ela deixe os nadadores mais fortes, preparados e alongados ao longo da temporada.

2. Mudar a intensidade drasticamente

Os treinadores que cometem esse erro acabam forçando demais ou de menos. Se eles tentam diminuir a intensidade, às vezes podem reduzir demais, o que não dá continuidade ao treinamento eficaz para os nadadores antes da competição.

Pior ainda é um técnico que está animado para finalmente introduzir “pliometria” ou outros movimentos explosivos nos últimos treinos que antecedem o campeonato principal. Isso, na verdade, aumenta bastante a intensidade e é tão ruim quanto se o treinador cometesse o erro de fazer muito pouco. É exatamente o oposto do que deveria estar acontecendo em um período de polimento.

O ideal é que esse tipo de trabalho seja feito ao longo da temporada e, assim como os treinos na piscina, que sua intensidade seja diminuída proporcionalmente.

3. Parar a preparação física muito cedo

Até os treinadores que possuem um programa de preparação física de qualidade podem ser vítimas desse erro. Parar cedo demais antes de uma competição ainda é um comportamento que está bem enraizado no mundo da natação.

Essa atitude, de fato, é o oposto do que a ciência do exercício diria ao treinador para fazer. A chave não é quando você para os exercícios fora d’água antes da competição, mas o quão bem você encontra o “ponto ideal” de intensidade e volume e, em seguida, mantém essa trajetória até o dia da prova principal.

Em vez de diminuir a intensidade para 95%, por exemplo, uma redução gradual para 70-80 ou mesmo 85% do máximo por algumas semanas antes da competição garantirá que o atleta mantenha todas as características de treinamento que trabalhou duro para desenvolver ao longo da temporada. Ao mesmo tempo, a intensidade é suficiente para que o atleta descanse e possa ter a melhor performance possível.

“Tenho esperanças de que os treinadores sejam corajosos o suficiente para manter os exercícios de força até cada vez mais perto das competições”, diz Chris Ritter. “Lembro-me de que alguns dos atletas olímpicos com quem trabalhei tiveram os melhores resultados da temporada 10 minutos após uma sessão de preparação física. É tudo sobre um treinador conhecer seus atletas e, em seguida, encontrar o ‘ponto ideal’ para obter o melhor desempenho”.

Texto traduzido e adaptado do site SwimSwam.